Varizes Pélvicas


As varizes pélvicas são uma das causas de dores crônicas abdominais nas mulheres, principalmente após aos 30 anos de idade.

  • As varizes pélvicas além de provocar fortes dores abdominais e bastante desconforto também está associado ao aparecimento das varizes dos membros inferiores que geralmente são mais comuns nas coxas, panturrilhas e pés.
  • As mulheres se tornam as maiores vítimas das varizes pélvicas por causa da produção de um hormônio feminino chamado de estradiol que é responsável pela dilatação das veias ovarianas e uterinas.

Principais sintomas das varizes pélvicas

Muitas vezes os sintomas das varizes pélvicas são confundidos com problemas ginecológicos, porém, na verdade estes sintomas indicam que a paciente apresenta um quadro associado as varizes pélvicas. Vejam quais são estes sintomas:

Varizes Pélvicas

  • Cólicas menstruais fortes.
  • Dor abdominal.
  • Incontinência urinária.
  • Aumento do fluxo menstrual.
  • Cansaço e dores nas pernas no período menstrual.
  • Dor ou incomodo durante o ato sexual.
  • Urgência urinária.
  • Inchaço vulvar.
  • Varizes nas pernas.
  • Sensação de peso nas partes intimas.

Saibam mais sobre as varizes pélvicas

As varizes pélvicas dificultam o retorno natural do sangue para o coração, este é o motivo das fortes dores no abdômen que se tornam crônicas.


Quem tem varizes pélvicas pode engravidar?

Sim. Mulheres diagnosticadas com varizes pélvicas podem engravidar. Porém recomenda-se que se faça um tratamento antes da gestação. Vale ressaltar que a gravidez pode agravar consideravelmente o quadro de varizes pélvicas, acentuando os sintomas e causando o aumento das varizes.

Diagnosticando as varizes pélvicas

Ao identificar alguns dos sintomas procure seu médico de confiança para que possa fazer o diagnóstico correto. Os exames mais pedidos para o diagnósticos são:

  • Ultrassonografia abdominal.
  • Eco-doppler.
  • Tomografia abdominal ou pélvica.
  • Angiorressonância.
  • O exame mais eficaz se chama flebografia, ele geralmente é pedido em caso de necessidade de cirurgias como tratamento.

Todas as mulheres podem desenvolver as varizes pélvicas?

Estudos indicam que aproximadamente 39,1% das mulheres em algum momento da vida ter dor abdominal crônica, provavelmente associadas as varizes pélvicas.

Como as varizes pélvicas estão relacionadas com as varizes das pernas?

Não raramente as varizes pélvicas têm sua origem a partir de fenômenos compressivos nas veias responsáveis por drenarem a pelve e as pernas. Assim é comum o aparecimento de varizes calibrosas, principalmente na perna esquerda. A ocorrência de trombose na perna esquerda também pode estar relacionada as varizes pélvicas.

Tratamento das varizes pélvicas

  • Hábitos de vida mais saudáveis podem contribuir diretamente para a melhoria dos sintomas, como por exemplo, prática diária de exercícios físicos, alimentação saudável, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas, evitar a obesidade e o sedentarismo.

O tratamento se dá através de medicação e em quadros mais graves se faz necessário o procedimento cirúrgico.

  • Uso de medicamentos via oral, auxilia na diminuição da dilatação, promovendo a melhoria dos sintomas, porém este tipo de tratamento nem sempre é eficaz.
  • Caso os medicamentos não deem o resultado esperado, o ginecologista e o cirurgião vascular devem fazer o diagnóstico indicando a cirurgia em comum acordo.
  • O tratamento cirúrgico é conhecido como embolização das varizes pélvicas. É uma cirurgia minimamente invasiva, realizado através de uma pequena punção feita na virilha. A cirurgia é realizada no sistema day hospital, com anestesia local, este procedimento dura de 02 a 04 horas e a paciente tem alta em aproximadamente 04 horas pós cirúrgico.

A embolização com molas só é recomendada para pacientes que não responderam bem ao tratamento clinico, este procedimento apresenta aproximadamente 90% de eficácia.

As varizes pélvicas assim que diagnosticadas devem ser tratadas. Caso apresente os sintomas relacionados acima, busque a ajuda de um profissional qualificado. Não faça uso de medicamentos sem prescrição médica.


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