Ultrassom Morfológico

O trabalho de pré-natal tem diversos objetivos, entre eles garantir a melhor saúde para a mãe e para o bebê durante toda a gestação. Durante este processo, são realizados diversos tipos de exames para que seja feito o adequado acompanhamento do crescimento do feto, verificando-se possíveis problemas morfológicos e genéticos, garantindo a saúde do mesmo.

O ultrassom morfológico é um dos exames realizados durante o pré-natal que ajuda a assegurar uma evolução normal da gravidez, preparando a mulher de maneira adequada para o parto e para todas as fases durante e depois da gestação.

O que é o ultrassom morfológico?

Toda gestação pode trazer riscos para a mãe ou para o feto, o que traz uma necessidade ainda maior de cuidados. No entanto, se o acompanhamento durante o pré-natal for realizado de maneira adequada, muitos destes riscos podem ser reduzidos. As tecnologias utilizadas na medicina se desenvolveram muito nos últimos anos, melhorando ainda mais os diagnósticos e os tratamentos existentes.

Alguns estudos mostraram que cerca de 10% das pacientes desenvolvem alguma complicação, que poderia ser, muitas vezes, evitada ou até mesmo tratada se fosse previamente identificada através dos exames no pré-natal.

O ultrassom morfológico é um dos exames de ultrassom que são realizados durante a gravidez, auxiliando, principalmente, no acompanhamento de gestações de alto risco. Neste exame é feita uma avaliação completa e detalhada da anatomia do feto, ajudando no diagnóstico de possíveis doenças genéticas, entre elas, por exemplo, a síndrome de Down.


O exame morfológico é fundamental para que seja feita uma avaliação completa da anatomia e da formação do bebê. Normalmente são realizados dois exames de ultrassom morfológico, um, realizado no primeiro trimestre, é feito entre a 11ª e a 14ª semana de gestação.

No primeiro ultrassom morfológico, o principal objetivo é calcular os riscos para as anomalias fetais, principalmente as anomalias genético-cromossômicas, ajudando a se ter uma atuação mais rápida para cada tipo de problema. Este exame se baseia na mensuração da chamada translucência nucal que é a distância da pele à porção óssea fetal na região da nuca.

Ultrassom morfológico

Com esta medida, é possível se verificar a proporcionalidade entre a cabeça, o corpo e os membros, assim como dos órgãos do feto, além de ser verificar o ritmo cardíaco, a movimentação fetal, entre muitos outros itens.

O outro ultrassom, realizado no segundo trimestre, é feito entre a 20ª e a 24ª semana de gestação. Neste caso, o ultrassom morfológico visa diagnosticar defeitos congênitos, fazendo uma análise completa da morfologia do feto, verificando-se tanto os problemas maiores de má formação quanto os problemas menores.

Vale lembrar que este exame deve ser feito por um profissional realmente qualificado para que possam ser identificados todos os possíveis problemas no feto, já que muitos destes defeitos só podem ficar mais evidentes com o desenvolvimento e com o crescimento do bebê.

Além disso, a posição do feto e a condução do ultrassom morfológico nos tecidos maternos pode dificultar a visualização de determinadas anomalias fetais, o que exige precisão por parte do profissional.

Diversos são os tipos de problemas e defeitos analisados no feto durante o ultrassom morfológico, entre eles:

  • Anencefalia – que é a ausência do topo do crânio e de parte do cérebro do bebê;
  • Cardiopatias congênitas – que são os problemas de má formação e de defeitos no coração do bebê;
  • Hidrocefalia – que é o excesso de líquidos dentro do cérebro do feto;
  • Onfalocele – que é um defeito no fechamento da parede do abdômen;
  • Hérnia diafragmática – que é um defeito no músculo que faz a separação entre os pulmões e o abdômen do feto;
  • Além de diversas outras anormalidades relacionadas aos membros, como o caso de ossos encurtados ou de ossos não formados do bebê;

Considerações Finais

Os exames feitos durante o pré-natal são de fundamental importância para se garantir a segurança tanto da mãe quanto do bebê durante a gestação. O ultrassom morfológico, por exemplo, é um dos exames mais importantes, ajudando a identificar possíveis problemas, defeitos e doenças genéticas relacionadas à formação e ao desenvolvimento do feto.