Rubéola na gravidez


Assim como diversas outras doenças, a rubéola na gravidez deve ser tratada rapidamente, pois inclusive existe a possibilidade de morte do feto, entre outros sintomas que podem transformar a felicidade da mãe em um verdadeiro pesadelo, e o pior, prejudicando a vida da criança. Esse artigo foi desenvolvido como um guia rápido para saber quais as causas, sintomas e tratamento para essa doença.

O que e a rubéola?

A rubéola, também chamada de sarampo alemão, é uma infecção contagiosa de caráter viral (causada por vírus), que tem como principal característica o aparecimento de erupções vermelhas por toda a pele. Essa infecção é causada pelo vírus Rubella vírus e é passada de pessoa para pessoa, através do espirro ou da tosse, como nas outras infecções contagiosa de caráter viral.

Ela é altamente contagiosa! Uma pessoa que esteja contaminada com o vírus Rubella vírus pode transmitir a doença por um longo período, que vai desde uma semana antes do aparecimento das erupções vermelhas por toda a pele e se prolonga até duas semanas depois do desaparecimento dos sintomas.

O ser humano é o único hospedeiro desse vírus. Mas, como resultado da intensificação das campanhas de vacinação vista nos últimos anos, a rubéola tem se tornado cada vez menos comum. No Brasil, não são registrados novos casos de rubéola desde 2009.

Os primeiros sintomas da rubéola, normalmente, são leves e difíceis de serem notados. Por isso, quando ocorre o surgimento dos sinais da infecção, geralmente, já se passou de duas a três semanas da exposição ao vírus. A manifestação desses sintomas duram cerca de dois a três dias e podem aparecer erupções vermelhas pela pele, febre leve, dor de cabeça, congestão nasal, olhos avermelhados, dor muscular e nas articulações, entre outros.

Nos adultos, a rubéola não costuma ser grave, entretanto para os recém-nascidos a rubéola na gravidez podem a trazer graves consequência para a criança. Os recém-nascidos costumam ser a faixa etária de maior risco, por ainda não terem sido vacinados contra a doença. Já a rubéola na gravidez pode causar até o óbito do feto.


A rubéola na gravidez é uma forma congênita da doença, onde ocorre a transmissão da doença diretamente da mãe para o filho ainda durante a gravidez. Esse contágio é preocupante, com quadro clínico bastante complexo e com sequelas irreversíveis para o feto e até o óbito dele.

A rubéola na gravidez apresenta menos casos atualmente, pelo fato de 80% a 85% das mulheres em idade procriativa já tenham tido rubéola no seu passado e assim ficaram imunizadas, além das campanhas de vacinação. Nas mulheres não-imunizadas, ter a rubéola na gravidez no início da gestação, a taxa de malformações congênitas do feto cerca de 20%, se tornando menos grave a contaminação se a doença for contraída no final da gestação.

Que tipos de malformações a rubéola na gravidez pode provocar no feto?

A infecção do feto pelo vírus da rubéola pode resultar em:

  • Aborto do feto
  • Parto prematuro
  • Malformações congênitas do recém-nascido infectado
  • Encefalite ativa ao nascimento
  • Distúrbios de coagulação do sangue ativa ao nascimento
  • Hepatite ativa ao nascimento
  • Surdez do recém-nascido infectado
  • Retardo do crescimento intra-uterino do recém-nascido infectado
  • Microftalmia, catarata e retinopatia no recém-nascido infectado
  • Cardiopatia do recém-nascido infectado
  • Fissura orofacial, microcefalia e retardo mental no recém-nascido infectado

Como se pega rubéola na gravidez?

Da mesma forma que a rubéola em pessoas fora da gravidez. A rubéola na gravidez é transmitida pelas vias aéreas, através de gotículas de saliva, como a maioria das infecções por vírus, e é transmitido por tosse, beijos, espirros, talheres, ou mesmo através de conversas.

Quem está mais propício a ter rubéola na gravidez?

rubéola na gravidez
Foto: Reprodução
  1. As grávidas que trabalham ou estão expostas a aglomerações diariamente
  2. As grávidas que trabalham diretamente com crianças, como as professoras.
  3. As grávidas que não tomaram a vacina tríplice viral, que tem ação contra o sarampo, a caxumba e torna a pessoa menos vulnerável ao vírus causador da rubéola.

Remédio para rubéola na gravidez

O tratamento para rubéola geralmente é dispensado e os sintomas costumam desaparecer sozinhos, sem maiores complicações. Após adquirida não há remédios para tratar diretamente a rubéola na gravidez e deve-se esperar o organismo se recuperar. A forma mais recomendada de prevenção é a vacinação, que é recomendada para todas as crianças e normalmente, aplicada em bebês de 12 a 15 meses.

Considerações finais

Tome as prevenções contra a rubéola antes de ficar grávida, evitando a rubéola na gravidez. Caso já tenha sido infectado pelo vírus da rubéola antes da gravidez, a pessoa estará permanentemente imune à doença.  Depois de contaminada não há remédios para tratar diretamente a rubéola e deve-se esperar o organismo se recuperar.


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