Esclerose múltipla


Com os avanços tecnológicos na medicina, foi possível se realizar novas pesquisas e também estudos para auxiliarem no tratamento de doenças que, até então, estavam esquecidas pela comunidade científica.

As doenças desmielinizantes, como é o caso da esclerose múltipla, passaram a ter maior visibilidade nos últimos anos no Brasil, ajudando não só na melhoria do diagnóstico das mesmas como também aumentando as chances de tratamento e de melhoria da qualidade de vida dos pacientes que têm a doença.

Neste artigo, iremos mostrar o que é a esclerose múltipla e como administrar e tratar este problema.

O que é a esclerose múltipla?

A esclerose múltipla é uma doença autoimune, desmielinizante, de caráter normalmente progressivo, na qual ocorre uma inflamação de uma substância branca presente no sistema nervoso central, causando, assim, diversos sintomas neurológicos.

Estima-se que, no mundo todo, existam, aproximadamente, 2,5 milhões de pessoas que sejam portadoras das doenças e, no Brasil, de acordo com os dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla, foram registrados mais de 30 mil pessoas com a doença. Alguns dados fornecidos pela Organização Mundial da Saúde em 2008, também mostraram maior incidência da doença em países da Europa e da América do Norte.

A evolução da esclerose múltipla é bastante variável e também, muitas vezes, é imprevisível. A velocidade de desenvolvimento da doença é algo que pode assustar, já que alguns estudos mostraram que, após em torno de 10 anos do início dos sintomas, aproximadamente 50% dos pacientes se tornam mais incapazes de realizar tarefas simples, sejam estas profissionais ou pessoais.


As lesões causadas pela doença no sistema nervoso central geram um quadro clínico bastante complexo, com manifestações de déficits funcionais em qualquer parte do neuroeixo, reduzindo, drasticamente, a capacidade de diversas funções do indivíduo.

Esclerose Múltipla

A evolução da doença, durante muitos anos, pode acontecer de maneira silenciosa, sem que sejam apresentados sintomas mais graves, o que pode atrapalhar um diagnóstico precoce que seria fundamental para auxiliar no controle e no tratamento da doença.

O diagnóstico da esclerose múltipla não é algo tão simples de ser feito, já que não existe um marcador específico para a doença. O médico neurologista responsável precisa realizar uma avaliação completa para identificar o histórico clínico do paciente, incluir uma série de exames neurológicos detalhados, de testes de laboratório, além de imagens de ressonância magnética, para realmente conseguir juntar evidência para a confirmação da doença e para descartar outras possíveis.

Infelizmente, ainda não existe cura para a esclerose múltipla, mas é possível se realizar o gerenciamento da doença, ajudando na qualidade de vida do paciente. Veja, a seguir, algumas das formas de controle para a esclerose múltipla:

Controle e tratamento dos surtos da doença

A primeira questão que deve ser resolvida para os pacientes com esclerose múltipla é o controle dos surtos, ou seja, dos episódios em que ocorre surgimento de novos sintomas neurológicos ou do agravamento dos sintomas já existentes.

Estes surtos podem ser considerados leves ou graves e devem ser tratados com altas doses de corticoides por um curto período de tempo, ajudando a reduzir o processo inflamatório.

Outros medicamentos também podem ser utilizados para ajudar no controle de sintomas específicos como a incontinência e a depressão.

Uso de tratamentos alternativos

Além do tratamento com medicamentos, é importante se fazer todo um tratamento em paralelo com diversos profissionais, com o acompanhamento psicológico, a grupoterapia com outros portadores da doença, a orientação para os familiares, ajudando, assim, na melhoria do estado emocional dos pacientes e também na melhor compreensão da doença.

É importante envolver também os profissionais da área de fisioterapia, de fonoaudiologia, de terapia ocupacional, ajudando na independência dos pacientes e no controle da doença, já que estes podem se sentir isolados e com medo diante do problema.

Considerações Finais

A esclerose múltipla infelizmente não tem cura, mas é um problema que pode ser gerenciado através de acompanhamento com remédios específicos para realizar o controle dos surtos, assim como com o acompanhamento de diversos outros profissionais de forma a se trazer maior qualidade de vida ao paciente e também ajudar na compreensão e na orientação sobre a doença.


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