Botulismo: Uma rara e grave doença


Botulismo é uma doença causada por uma bactéria que apesar de ser rara é bastante grave. Através de machucados ou alimentos contaminados, a bactéria consegue entrar no nosso organismo e começar a agir.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que as toxinas de botulismo são algumas das substâncias mais letais conhecidas pela medicina.

Existem três tipos dessa doença:

Botulismo infantil (ou botulismo lactante)

Acontece em crianças de 2 a 6 meses de vida. É o tipo mais comum da doença e acontece quando a bactéria se multiplica e libera toxinas dentro do trato gastrointestinal da criança. Esse tipo pode causar complicações sérias e graves para a saúde do bebê.

Botulismo alimentar

A doença é causada pela presença da bactéria em alimentos. É muito comum que a contaminação seja feita através de alimentos enlatados, visto que o ambiente perfeito para a bactéria que transmite o botulismo alimentar, é local com pouco oxigênio.

Carne de porco e presunto, mel, peixe defumado ou cru, ou vegetais em conservas caseiras, são comuns no sentido de contaminação.


Botulismo das feridas

É quando a bactéria entra no organismo do paciente através de lesões que existam na pele, ou machucados e feridas. Nesses casos, a liberação de toxinas pode causa infecções graves.

Independente de qual dos três seja o caso, o botulismo é considerado como uma emergência médica e precisa ser tratado com urgência e prioridade em qualquer unidade hospitalar.

Causas da doença

Como já dito, o botulismo é causado por uma bactéria que entra no nosso organismo de diversas formas. O nome da bactéria é Clostridium botulinum, que é facilmente encontrada em água não tratada e no solo. As toxinas produzidas por essa bactéria podem causar envenenamento grave no ser humano, mesmo que seja ingerida em pouca quantidade.

Fatores de risco

Para cada tipo de botulismo existe um fator de risco que acentua a probabilidade de adquirir a doença. Fique atento a esses fatores e os evite ao máximo!

  • No caso do botulismo infantil, a idade por si só deixa o indivíduo na zona de risco. Nesse período, ser exposto aos esporos bacterianos já levam à contaminação;
  • Já no botulismo alimentar é muito importante que haja preocupação com a origem e a forma de conservamento dos alimentos que serão ingeridos. Evitar beber água de fontes desconhecidas também é muito importante.
  • Quando o paciente não vive em um lugar que tenha estrutura de saneamento básico ou tratamento de água, suas chances de contrair a doença aumentam consideravelmente;
  • Quando alguém tem feridas e machucados expostos ou é usuário de drogas injetáveis, corre muito risco de contrair botulismo das feridas. Por isso é importante manter feridas e machucados sempre limpos e protegidos e evitar o uso de drogas.

Sintomas

Os sintomas variam de acordo com a quantidade da toxina liberada pela bactéria e pelo tipo de doença.

Botulismo Infantil

Os sintomas geralmente aparecem após 18 a 36 horas da contaminação, entre os sintomas estão:

  • Choro fraco;
  • Irritabilidade;
  • Paralisia;
  • Cansaço;
  • Constipação;
  • Movimentos flexíveis;
  • Baba em excesso;
  • Dificuldade para se alimentar e na sucção;

Botulismo alimentar

Nesse tipo da doença, os sintomas se iniciam poucas horas depois de entrar no corpo e podem durar muitos dias. Nos seus sintomas estão:

  • Dificuldade para respirar;
  • Paralisia;
  • Náuseas;
  • Cólicas abdominais;
  • Vômitos;
  • Boca seca;
  • Visão turva;
  • Pálpebras caídas;
  • Fraqueza facial.

Botulismo das feridas

Após entrar na corrente sanguínea, as toxinas liberadas pela bactéria se espalham muito rápido no corpo, sendo difícil medir a quantidade exata que começa os sinais da doença. Entre os sintomas estão:

  • Paralisia;
  • Dificuldade de falar e de engolir;
  • Visão turva;
  • Dificuldade para respirar;
  • Pálpebras caídas.

Diagnóstico do botulismo

botulismo

Após a presença dos sintomas de botulismo é muito importante que o paciente procure imediatamente ajuda médica. Para chegar ao diagnóstico da doença serão prescritos exames que identificarão as toxinas liberadas pela Clostridium botulinum.

Normalmente o exame é feito através da coleta de fezes ou de sangue. No entanto, quando o botulismo é por feridas, talvez seja necessário procurar pela bactéria nos ferimentos do paciente.

Quanto mais rápido o diagnóstico mais chance de encontrar as toxinas e iniciar o tratamento tendo os efeitos positivos. Por isso é essencial a procura de um especialista assim que os sintomas aparecerem.

Quando o paciente é diagnosticado, é importante que também haja a procura das toxinas nos alimentos ingeridos recentemente por ele. Isso é uma questão de saúde pública. Após a identificação do alimento os setores e órgãos responsáveis precisam ficar cientes para tirar o produto da venda.

Tratamento

O tratamento para todos os tipos de botulismo consiste na prescrição de medicamentos específicos para a doença. Os antibotulínicos agem diretamente na toxina que a bactéria libera. Além disso, é possível que o paciente seja internado durante o tratamento e seja submetido a dosagens de soro.

A internação acontece por causa dos riscos que há de problemas respiratórios. No caso do botulismo, os problemas respiratórios que podem vir a ocorrer normalmente são fatais. Por isso o paciente necessita de atenção medica 24 horas.

Durante o período de internação também é possível que os pacientes tenham uma sonda introduzida (pelo nariz ou pela boca) até o interior da traqueia, para que auxilie na passagem do oxigênio. Em alguns casos é necessário que exista a ajuda de um aparelho de respiração artificial.

Complicações

Se não houver um diagnóstico e inicio de tratamento imediato, o paciente com botulismo (de qualquer que seja o tipo) poderá sofrer consequências graves. As complicações do botulismo não tratado ou estado avançado levam à paralisia dos membros e dos músculos respiratórios, sendo necessário que o paciente respire por aparelhos por um longo período. Em alguns casos, mesmo que raros, a doença se agrava e causa invalidez e pode até levar ao óbito.

Formas de prevenção

  • Evitar mel em crianças com menos de 1 ano de idade;
  • Não consumir produtos industrializados com vidro turvo ou com a presença de líquido;
  • Não consumir alimentos enlatados com embalagem ou tampa danificada e/ou estufada;
  • Evitar consumir água de origem desconhecida;
  • Não deixar feridas expostas;
  • Ferver todos os alimentos enlatados antes do consumo (especialmente o palmito).

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