Alopécia areata


Você sofre de alopécia areata? Opa, espera ai… mas o que é isso? Vamos explicar! A alopécia areata é uma doença que causa a queda capilar. Sua origem ainda é desconhecida, mas alguns fatos que podemos associar a essa perda são genéticas e participação autoimune. A pessoa passa a ter falta de cabelo em pequenas ou grandes áreas.

As quedas variam e atingem pontos enormes ou somente algumas falhas. Em alguns casos, raros, o paciente pode chegar a perder o cabelo todo – denominando a alopécia areata total – e, ou também os pelos de todo o corpo, originando a alopécia areata universal.

Uma reação autoimune pode ser desenvolvida por uma pré-disposição genética. A doença é imprevisível, ou seja, pode acontecer o ciclo de cair – nascer – e cair novamente os fios. Em alguns indivíduos os pelos caem e não voltam a crescer. Em outros, os fios caem, nascem e não caem mais.

O que acarreta a alopécia areata?

Uma disfunção no sistema imunológico são uma das causas. Algo ataca os folículos capilares que estão em fase de crescimento – fase anágena – combatendo-os como se fossem invasores no organismo. A partir desta batalha, surgem áreas mais conhecidas como a calvície.

Grande parte dos históricos acontecem no couro cabeludo, mas como dito acima, algumas pessoas chegam a perder todos os pelos do corpo: barba, cílios, sobrancelhas entre outras.

Quando se trata de genética (filhos com pai calvo, tem uma maior predisposição a alopécia areata), alguns podem perder as madeixas ainda mais cedo. Pessoas com doenças autoimunes (artrite reumatoide, doença de Graves, esclerose múltipla, tireoidite de Hashimoto, vitiligo, dermatite atópica, entre outras) estão mais aptos a calvície.


Em situações mais extremas, podem haver alterações na formação das unhas (irregularidades na textura, marcas parecidas com furos ou arranhões).

Especialistas afirmam que traumas e estados de estresse constantes, podem influenciar para o desenvolvimento da alopécia areata. Vale ressaltar que ela não é uma doença contagiosa!

Sintomas da alopécia areata

Alopécia areata

Não há outros sintomas além da aparente e forte queda capilar. Perda severa e rápida dos cabelos, podem começar com áreas arredondadas em um único ponto ou espalhados pelo couro cabeludo.

A pele se torna brilhante e lisa. Os pelos que ficam ao redor passam a cair facilmente com um passar de mão um pouco mais forte. Algumas vezes os cabelos nascem brancos, mas começam a ganhar o tom normal em questão de dias.

A explicação para a alopécia areata é que a reação não mata os folículos pilosos, só os mantêm inativos. Ao cessar a inatividade, volta a produção.

Para saber os reais motivos da doença é preciso realizar exames mais específicos. Além da perda, o paciente sofre com os danos psicológicos, já que isso pode influenciar diretamente a autoestima.

Crianças com a enfermidade devem ter acompanhamento psicológico, pois elas podem sofrer discriminação dos colegas.

Fique atento! Em alguns casos o quadro se torna tão agravante que o paciente não tem tempo de procurar ajuda médica. A alopécia areata tem evoluções aleatórias – os cabelos podem cair, nascer e voltar a cair depois de anos –, sabendo as causas você pode evita muito desconforto.

Formas de tratamento

O tratamento, normalmente, é estimular o folículo na produção dos fios. Em casos mais amenos, em áreas não tão extensas, os resultados são melhores. O médico mais adequado para receitar o tratamento é um dermatologista, ele avaliará as condições do quadro – se a doença irá estagnar ou se precisará de medicamentos.

Mesmo adquirindo o remédio, não será possível saber se a queda voltará ou não depois de alguns meses. Entretanto, as áreas afetadas continuam com folículos capilares, sendo essa a razão de nascer novos fios com os tratamentos certos.

Observe os sintomas, pois se alopécia areata estiver muito forte, poderá desenvolver um quadro de perda permanente dos folículos, acarretando a alopecia cicatricial.

Opções de tratamentos para a queda capilar

Corticosteroides, são injeções aplicadas na área afetada – com um espaço de tempo de 4 ou 6 semanas – são uma das mais recomendadas para quem precisa de uma solução um pouco mais rápida.

Aplicação de cremes à base de corticosteroides, tem uma eficácia mais demorada e menos dolorosa. A ideia é fazer com que o medicamento suspenda a inflamação na base dos fios, fazendo com que voltem a crescer.

O uso de corticosteroides via oral não é indicado devido ao alto teor das doses para a eficiência desejada. Os efeitos colaterais a curto prazo podem ser sérios e comprometem o organismo.

A loção de Minoxidil (com ação vasodilatadora) é uma solução tópica 5% concentrada, que pode ser aplicada duas vezes ao dia no local afetado. Entretanto, não é indicada quando o indivíduo já perdeu todos os pelos.

A antralina (usado para quem trata psoríase), também podem ser administradas nas regiões afetadas. Os efeitos podem ser notados entre oito e 12 semanas, podendo ocorrer a descoloração temporária dos fios que nascerem.

Em ocorrências mais graves, o médico poderá receitar a imunoterapia tópica, ou seja, aplicar substâncias que irritem o couro cabeludo. O resultado causará uma leve dermatite alérgica. Inflamando o local, novos linfócitos (células de defesa do corpo) surgirão, sendo diferentes dos que estavam na alopecia. Os folículos entendem que o problema foi solucionado e os cabelos voltam a crescer.

Não use medicamento por conta própria e fuja das promessas extremamente milagrosas. Para tratar a alopécia areata procure ajuda de um profissional. Ele pedirá exames, analisará as suas condições de saúde e os possíveis tratamentos. Geralmente a média dos resultados se tornam visíveis entre 6 meses e 1 ano.

Considerações Finais

Vale relembrar que alopécia areata não é uma doença contagiosa e você não precisa ficar com receio de estar perto de alguém que sofre com o problema ou com medo de passar a doença.

Caso não se sinta confortável, pode usar alguns truques de maquiagens para disfarçar a falta de pelos e cabelos. Para as quedas mais aparentes, chapéus e lenços são uma boa opção.

As causas da calvície não foram cem por cento diagnosticada, mas estima-se que o estresse seja um dos grandes vilões da queda capilar. Mesmo sabendo que a correria do dia a dia interfere no nosso sistema, procure levar uma vida menos desgastante, busque uma alimentação mais balanceada e tente praticar algum tipo de exercício físico. Assim você mantém a alopécia areata e muitos outros problemas bem longe!


Gostou desse artigo? Dê seu voto!

Péssimo! Não gostei de nada!Ruim!Gostei, ta na média!Muito bom!Excelente! (1 votes, average: 5,00 out of 5)
Loading...